Quando a hipnose não é indicada
- Molina Eduardo
- 23 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Hipnose Não É Para Todo Mundo: Contraindicações, Riscos e Responsabilidade do Terapeuta
Por que ética e bom senso valem mais do que qualquer técnica em estados de transe com hipnose.
Hipnose clínica ganhou espaço como ferramenta poderosa em tratamentos emocionais, ansiosos e até em alguns quadros de dor. Justamente por isso, é fundamental dizer o que muitos esquecem: hipnose não é para todo mundo, nem para qualquer momento da vida. Existem situações em que insistir em induzir transe pode ser mais arriscado do que útil.
Entre as principais contraindicações estão: hipertensão não controlada, histórico recente de acidente vascular cerebral, certas formas de epilepsia, especialmente quando não acompanhadas adequadamente, quadros de esquizofrenia em níveis disfuncionais e autismo severo. Nessas condições, estados alterados de consciência podem aumentar o risco de surtos, desorganização psíquica ou agravamento de sintomas. Em casos de risco de suicídio, dependência química ativa ou doenças neurológicas sem estabilização, a prioridade é sempre a segurança clínica básica.
Outro ponto sensível é a interseção entre hipnose e espiritualidade. Em alguns contextos religiosos, estados de transe se manifestam como incorporações ou fenômenos mediúnicos. Isso não significa que o consultório de hipnose deva se transformar em um templo, nem que o terapeuta tenha de se posicionar como líder espiritual. O cuidado está em respeitar as crenças do cliente, acolher o que aparece e, se necessário, encaminhar ao contexto adequado, em vez de tentar dominar tudo com técnica.
Terapeutas que desejam trabalhar com hipnose precisam conhecer tão bem as indicações quanto as contraindicações. Ética, critério e diálogo com outros profissionais de saúde são parte da técnica, não acessórios opcionais.







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